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Público para pesquisa: como definir e encontrar os participantes certos

10 min de leitura

Definir um público para pesquisa é, antes de tudo, delimitar quem faz parte do universo que se deseja conhecer. Além de estabelecer os critérios que caracterizam esse público, também é necessário saber onde e como encontrar essas pessoas. 
Neste artigo, você vai entender melhor como funciona a definição de um público para pesquisa e quais caminhos podem ser utilizados para encontrar os respondentes adequados.

Por que a definição do público para pesquisa é tão importante? 

A definição do público determina quem está apto a participar da pesquisa e de quem os dados serão coletados. Quando esse grupo é bem delimitado, as respostas obtidas tendem a estar mais alinhadas ao fenômeno que o estudo pretende compreender.

Imagine, por exemplo, uma pesquisa sobre a experiência de pessoas que utilizam aplicativos de transporte. Ouvir usuários que realmente utilizam esse tipo de serviço faz sentido para o objetivo do estudo. Incluir pessoas que nunca utilizaram um aplicativo desse tipo, por outro lado, pode gerar respostas que não correspondem à experiência que está sendo investigada.

Além disso, uma definição clara ajuda a evitar que a pesquisa seja conduzida para um grupo diferente daquele que se pretende analisar. Isso é especialmente relevante quando os resultados serão utilizados para compreender comportamentos, identificar percepções ou apoiar decisões de negócio.

Em outras palavras, uma pesquisa começa muito antes da primeira pergunta do questionário. Ela começa pela definição de quem deve estar do outro lado respondendo.

Quais segmentações são possíveis realizar na definição do público para pesquisa?

Existem diferentes critérios de segmentação e a escolha depende do objetivo do estudo e das características que podem influenciar o comportamento, a opinião ou a experiência que se deseja investigar. Algumas das segmentações mais utilizadas são:

Segmentação demográfica

Considera características como idade, gênero, estado civil, escolaridade, renda e ocupação. É uma das formas mais comuns de delimitar um público e pode ser combinada com outros critérios.

Segmentação geográfica

Divide os participantes de acordo com sua localização, como país, estado, cidade, região ou até mesmo áreas específicas. É útil quando hábitos e percepções podem variar conforme o local onde as pessoas vivem.

Segmentação comportamental

Leva em conta hábitos, comportamentos e ações realizadas pelos participantes. Uma pesquisa pode, por exemplo, ser direcionada apenas para pessoas que compraram determinado produto nos últimos seis meses ou que utilizam um serviço com determinada frequência.

Segmentação por perfil de consumo

Considera a relação das pessoas com produtos, serviços e categorias de mercado. É possível selecionar consumidores de determinada marca, pessoas que compram uma categoria específica ou indivíduos que apresentam determinado padrão de consumo.

Segmentação por experiência

Nesse caso, o critério está relacionado a uma experiência vivenciada pelo participante. Pode incluir pessoas que fizeram uma compra recentemente, utilizaram um atendimento, viajaram para determinado destino ou tiveram contato com uma situação específica.

Segmentação por interesses e atitudes

Também é possível selecionar participantes de acordo com interesses, preferências, opiniões ou atitudes relacionadas ao tema estudado. Esse tipo de segmentação é bastante utilizado quando a pesquisa busca compreender percepções e motivações.

O que levar em consideração antes de definir o público?

Antes de definir o público de uma pesquisa, é importante entender com clareza qual informação o estudo precisa obter e de quem ela deve vir. A partir disso, alguns pontos ajudam a estabelecer critérios de seleção mais coerentes.

Objetivo da pesquisa

O primeiro passo é entender o que a pesquisa pretende investigar. O público deve estar relacionado diretamente à questão estudada. Quanto mais claro for o objetivo, mais fácil será identificar quais pessoas têm características relevantes para participar.

Tema investigado

O próprio tema pode determinar quem deve responder. Uma pesquisa sobre experiência de compra, por exemplo, precisa considerar pessoas que tenham realizado uma compra. Já um estudo sobre hábitos de consumo pode exigir participantes com determinado comportamento ou frequência de uso.

Características do público

É necessário definir quais características são relevantes para o estudo. Idade, localização, renda, escolaridade, profissão, hábitos de consumo e frequência de utilização de um produto ou serviço são alguns dos critérios que podem ser considerados.

Critérios de inclusão e exclusão

Também é importante estabelecer quem pode e quem não pode participar. Esses critérios devem ser objetivos e estar relacionados ao propósito da pesquisa. Em alguns estudos, por exemplo, pode ser necessário incluir apenas pessoas que utilizaram determinado serviço nos últimos 30 dias.

Tamanho e perfil da amostra

A quantidade de participantes também precisa ser considerada. Mais respostas não significam necessariamente uma pesquisa melhor: o tamanho da amostra deve estar relacionado ao universo estudado, ao método utilizado e ao nível de precisão desejado.

Facilidade de acesso aos participantes

Por fim, vale considerar onde e como essas pessoas podem ser encontradas. Um público muito específico pode exigir estratégias de recrutamento próprias, enquanto públicos mais amplos podem ser acessados por painéis de respondentes, bases de clientes ou outros canais de coleta.

O ponto central é buscar um equilíbrio entre o público que a pesquisa precisa ouvir e aquele que pode ser efetivamente alcançado. Assim, a definição deixa de ser apenas uma descrição do perfil desejado e passa a funcionar como um critério concreto para a seleção dos participantes.

Quais os principais erros no momento de definir o público da pesquisa?

Na prática, os problemas mais comuns estão relacionados a critérios pouco claros, públicos amplos demais ou à seleção de pessoas que não correspondem ao objetivo do estudo.

Definir um público amplo demais

Um dos erros mais comuns é tentar incluir praticamente todo mundo na pesquisa. Quando o público não possui limites claros, aumenta a possibilidade de coletar respostas de pessoas que não têm relação suficiente com o tema investigado.

Criar critérios que não têm relação com o objetivo

Nem toda característica precisa ser utilizada como critério de seleção. Definir idade, renda, localização ou outros atributos sem que exista uma justificativa relacionada ao estudo pode tornar o público mais restrito sem necessariamente melhorar a pesquisa.

Não estabelecer critérios de inclusão e exclusão

É importante deixar claro quem pode participar e quem deve ficar de fora. Sem esses critérios, diferentes pessoas podem ser consideradas elegíveis para a mesma pesquisa, mesmo quando suas experiências não são comparáveis.

Confundir público-alvo com participantes da pesquisa

O público-alvo representa o grupo que se deseja compreender. Já os participantes são as pessoas efetivamente selecionadas para fornecer os dados. Os dois conceitos estão relacionados, mas não são necessariamente iguais.

Considerar apenas características demográficas

Idade, gênero, renda e localização são úteis, mas nem sempre são suficientes. Dependendo do estudo, comportamentos e experiências podem ser critérios muito mais relevantes. Uma pesquisa sobre um aplicativo, por exemplo, pode precisar diferenciar usuários frequentes de pessoas que apenas fizeram um cadastro.

Não considerar a possibilidade de encontrar esse público

Outro erro é definir um perfil muito específico sem verificar se existem meios viáveis de encontrar pessoas que atendam aos critérios. O público precisa ser não apenas conceitualmente adequado, mas também alcançável para a coleta de dados.

Alterar os critérios durante a coleta sem avaliar as consequências

Se o número de participantes estiver abaixo do esperado, pode surgir a tentação de flexibilizar os critérios para conseguir mais respostas. Quando isso acontece, é importante avaliar se a mudança altera o perfil da amostra e, consequentemente, a interpretação dos resultados.

Como definir o público para pesquisa?

Definir o público para uma pesquisa exige transformar o objetivo do estudo em critérios concretos para identificar quem deve participar. Em vez de começar pensando apenas em idade, gênero ou localização, o ideal é partir da pergunta que a pesquisa precisa responder e, a partir dela, estabelecer o perfil dos participantes.

1. Comece pelo objetivo da pesquisa

Antes de definir qualquer característica, determine o que o estudo pretende investigar. Pergunte: qual grupo de pessoas possui a experiência ou o conhecimento necessário para responder a essa questão?

Se o objetivo é entender a satisfação com determinado serviço, por exemplo, o público deve ser formado por pessoas que efetivamente utilizaram esse serviço.

2. Defina quem faz parte do universo da pesquisa

Depois de entender o objetivo, delimite o universo que será estudado. Ele pode ser amplo, como consumidores brasileiros, ou mais específico, como pessoas que compraram determinado produto nos últimos três meses.
Essa definição ajuda a estabelecer os limites da pesquisa e evita incluir pessoas que não possuem relação com o tema.

3. Estabeleça os critérios de seleção

Agora, transforme o perfil desejado em critérios objetivos. Eles podem envolver:
  • faixa etária;
  • localização;
  • renda;
  • escolaridade;
  • profissão;
  • hábitos de consumo;
  • frequência de compra ou utilização;
  • relacionamento com uma marca;
  • experiências recentes;
  • interesses ou comportamentos específicos.
Nem todos precisam ser utilizados. O importante é selecionar aqueles que realmente têm relação com o estudo.

4. Defina critérios de inclusão e exclusão

Além de determinar quem pode participar, estabeleça quem não deve participar. Uma pesquisa sobre a experiência de clientes recentes, por exemplo, pode considerar como critério de inclusão ter realizado uma compra nos últimos seis meses.

Esse tipo de regra torna a seleção mais objetiva e reduz a entrada de participantes que não correspondem ao perfil definido.

5. Considere a amostra

Na maioria das pesquisas, não é necessário ouvir todas as pessoas que fazem parte do universo estudado. Seleciona-se uma amostra, ou seja, um grupo de participantes que será utilizado para representar ou analisar aquele universo, de acordo com o desenho metodológico adotado.

O tamanho e a composição dessa amostra devem ser pensados considerando o objetivo do estudo, o universo pesquisado e o nível de precisão necessário.

6. Verifique onde encontrar essas pessoas

Uma definição de público também precisa ser viável na prática. Depois de estabelecer o perfil, é necessário identificar onde estão essas pessoas e quais canais podem ser utilizados para recrutá-las.

Dependendo do estudo, os participantes podem ser encontrados em bases de clientes, comunidades, redes sociais, recrutamento próprio ou painéis de respondentes.

7. Faça uma triagem antes da pesquisa

Quando o público possui características específicas, um questionário de triagem pode ser utilizado antes da pesquisa principal. Algumas perguntas iniciais verificam se a pessoa realmente atende aos critérios estabelecidos.

Por exemplo, uma pesquisa sobre consumidores de determinada categoria pode começar perguntando se o participante comprou um produto dessa categoria recentemente e com que frequência realiza essa compra.

Como encontrar público para pesquisa?

Depois de definir quem deve participar da pesquisa, vem uma questão bastante prática: onde encontrar essas pessoas? A estratégia de recrutamento depende do perfil desejado, do tamanho da amostra e das características do estudo.

Base de clientes

Quando a empresa já possui uma base de clientes, ela pode ser um ponto de partida para pesquisas direcionadas. É possível selecionar pessoas de acordo com informações já disponíveis, como histórico de compra, produto utilizado ou relacionamento com a marca.

Redes sociais e comunidades

Redes sociais, grupos e comunidades online também podem ajudar a alcançar determinados perfis. Essa alternativa pode funcionar especialmente bem quando o público possui interesses ou comportamentos facilmente identificáveis.

Recrutamento próprio

Outra possibilidade é realizar o recrutamento diretamente, convidando pessoas que atendam aos critérios definidos. Nesse caso, é importante utilizar perguntas de triagem para verificar se os participantes realmente correspondem ao perfil desejado.

Painel de respondentes

Para pesquisas que precisam alcançar públicos específicos em quantidade e dentro de determinados critérios, uma alternativa é utilizar um painel de respondentes.

Nesse modelo, o acesso aos participantes é feito por meio de uma base previamente estruturada, permitindo selecionar pessoas de acordo com características demográficas, comportamentais, hábitos de consumo e outros critérios definidos para o estudo.

Isso pode simplificar bastante a etapa de recrutamento, principalmente quando a pesquisa precisa encontrar um perfil que seria difícil de alcançar por conta própria.

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O PainelTAP permite realizar pesquisas com públicos segmentados de acordo com os critérios do seu projeto. Você define o perfil que precisa alcançar, informa as características da amostra e recebe uma proposta para a pesquisa.

Se você já sabe quem precisa ouvir, o próximo passo é descobrir quantas pessoas precisa e quanto custa realizar o estudo.
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