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Objetivo da pesquisa: as técnicas mais adequadas para desenvolver o seu

Objetivo da pesquisa: as técnicas mais adequadas para desenvolver o seu

Objetivo da pesquisa

O objetivo da pesquisa é o ponto de partida para definir o que será investigado, quais informações precisam ser coletadas e quais técnicas serão mais adequadas para obter respostas relevantes.  

Seja para entender o comportamento do consumidor, avaliar a satisfação dos clientes, identificar necessidades ou analisar oportunidades de mercado, cada pesquisa pode exigir uma abordagem diferente. Por isso, escolher as técnicas de pesquisa de acordo com o que se pretende descobrir é fundamental para obter resultados confiáveis e úteis para a tomada de decisão.

Neste artigo, você vai entender o que é o objetivo da pesquisa, por que ele é importante e como defini-lo de forma clara antes de começar um estudo.

O que é um objetivo de pesquisa?

O objetivo de pesquisa é a definição clara daquilo que um estudo pretende descobrir, analisar, compreender ou avaliar. Ele orienta todas as etapas da pesquisa, desde a escolha da metodologia e do público até a elaboração das perguntas e a análise dos resultados.

Na prática, o objetivo responde a uma pergunta simples: “O que queremos descobrir com esta pesquisa?”. Por exemplo, uma empresa que percebeu uma queda na satisfação dos clientes pode definir como objetivo entender quais fatores estão relacionados a essa percepção.

Um bom objetivo deve ser claro, específico e possível de investigar. Quanto mais bem definido ele estiver, mais fácil será escolher as técnicas adequadas e obter informações que realmente contribuam para responder ao problema de pesquisa.

Também é importante não confundir objetivo de pesquisa com o resultado que se espera encontrar. O objetivo determina o que será investigado; os resultados só serão conhecidos depois que os dados forem coletados e analisados.

O que acontece se o pesquisador não definir o objetivo da pesquisa? 

Não definir o objetivo do seu estudo pode comprometer o estudo desde o planejamento até a interpretação dos resultados. Sem saber exatamente o que pretende investigar, o pesquisador pode ter dificuldade para escolher a metodologia, formular as perguntas e determinar quais informações realmente precisam ser coletadas.

Além disso, a falta de um objetivo claro pode levar a uma pesquisa ampla demais, com perguntas pouco relevantes ou dados que não ajudam a responder ao problema inicial. Isso pode aumentar custos, prolongar a coleta e dificultar a análise dos resultados.

Quais elementos o objetivo de pesquisa precisa ter? 

Antes de listar os elementos, vale destacar que um bom objetivo de pesquisa precisa deixar claro o que será investigado, em quem ou em qual contexto, e com qual finalidade. Esses elementos ajudam a transformar uma intenção ampla em uma definição objetiva e possível de ser investigada.

Clareza

O objetivo deve ser escrito de maneira simples e direta, deixando evidente o que a pesquisa pretende descobrir. Evite termos vagos que possam gerar diferentes interpretações.

Especificidade

É importante delimitar o que será analisado. Em vez de definir que a pesquisa pretende “entender os consumidores”, por exemplo, é mais útil especificar qual comportamento, percepção ou característica será investigada.

Público ou objeto de estudo

O objetivo deve indicar, quando relevante, quem ou o que será estudado. Pode ser um grupo de consumidores, clientes de uma empresa, funcionários, determinado produto, serviço, mercado ou comportamento.

Ação que será realizada

Utilize um verbo que represente exatamente o que a pesquisa pretende fazer. Termos como identificar, avaliar, compreender, analisar, comparar, medir e investigar ajudam a deixar o objetivo mais preciso.

Contexto

Dependendo do estudo, também é importante indicar o contexto em que a investigação será realizada. Isso pode envolver um mercado, região, período, produto, serviço ou situação específica.

Viabilidade

O objetivo precisa ser compatível com os recursos, o tempo, o público disponível e a metodologia da pesquisa. Um objetivo muito amplo pode dificultar a coleta e a análise dos dados, comprometendo a qualidade do estudo.

Alinhamento com o problema de pesquisa

O objetivo deve estar diretamente relacionado ao problema que a pesquisa busca responder. Se existe uma dúvida ou questão central, o objetivo deve indicar o que será feito para obter informações capazes de respondê-la.

O que é necessário levar em consideração antes de escrever o objetivo da pesquisa? 

Antes de escrever, é importante entender o que motivou o estudo e quais respostas são realmente necessárias. Essa etapa evita objetivos genéricos e ajuda a construir uma pesquisa mais direcionada. Alguns pontos merecem atenção:

Defina o problema que a pesquisa pretende responder

O primeiro passo é entender qual questão levou à necessidade de realizar a pesquisa. O problema de pesquisa representa uma dúvida, situação ou necessidade de informação que precisa ser investigada.

Por exemplo, uma empresa pode perceber que a satisfação dos clientes caiu, mas não saber o motivo. Nesse caso, o problema não é simplesmente “a satisfação dos clientes”, mas a necessidade de compreender quais fatores estão influenciando essa percepção.

Quando o problema está claro, fica mais fácil transformar essa questão em um objetivo de pesquisa específico e investigável.

Determine o que você precisa descobrir

Nem toda informação coletada será necessariamente útil para responder ao problema. Por isso, antes de escrever o objetivo, é importante definir quais informações são realmente necessárias.

Pergunte: o que precisamos saber ao final da pesquisa? Pode ser, por exemplo, identificar as principais necessidades dos consumidores, avaliar a satisfação com um serviço, entender os motivos de uma determinada escolha ou comparar a percepção entre diferentes públicos.

Essa definição ajuda a evitar uma pesquisa cheia de perguntas que não contribuem diretamente para o estudo.

Conheça o público que será estudado

O objetivo também precisa considerar quem será investigado. O público pode ser formado por consumidores de determinada categoria, clientes de uma empresa, funcionários, profissionais de um setor ou qualquer outro grupo relevante para o problema.

Definir esse público ajuda a delimitar a pesquisa. Afinal, compreender a opinião de clientes atuais é diferente de investigar consumidores que ainda não compraram determinado produto.

Considere o contexto da pesquisa

O mesmo problema pode ter respostas diferentes dependendo do contexto em que é analisado. Por isso, vale considerar fatores como mercado, região, período, produto, serviço ou situação específica.

Uma pesquisa que busca entender a satisfação com um aplicativo, por exemplo, pode ter um objetivo diferente quando realizada com novos usuários ou com pessoas que utilizam a plataforma há vários anos.

Defina o que será analisado

É necessário estabelecer qual será o foco da investigação. O estudo pode analisar comportamentos, opiniões, percepções, hábitos, necessidades, preferências, satisfação, intenção de compra ou outros aspectos.

Essa definição torna o objetivo mais preciso e ajuda posteriormente na escolha das perguntas e da metodologia.

Verifique quais decisões a pesquisa deverá apoiar

Uma pesquisa de mercado normalmente existe para gerar informações que possam orientar alguma decisão. Por isso, é útil pensar antecipadamente em como os resultados poderão ser utilizados.

A pesquisa pode servir para orientar o lançamento de um produto, melhorar uma experiência, identificar oportunidades, avaliar uma campanha ou compreender mudanças no comportamento do consumidor. Saber qual decisão está por trás do estudo ajuda a manter o objetivo conectado a uma necessidade prática.

Avalie se o objetivo é viável

Um objetivo pode ser relevante, mas ainda assim ser amplo demais para os recursos disponíveis. Antes de defini-lo, considere tempo, orçamento, tamanho da amostra e acesso ao público, metodologia e capacidade de análise dos dados.

Por exemplo, “entender o comportamento dos consumidores brasileiros” é uma intenção muito ampla. Dependendo do projeto, pode ser mais viável investigar o comportamento de consumidores de uma determinada categoria, faixa etária ou região.

Evite antecipar os resultados

O objetivo deve indicar o que será investigado, e não aquilo que o pesquisador espera encontrar. Essa diferença é importante para evitar que a pesquisa seja construída para confirmar uma opinião ou hipótese previamente estabelecida.

Em vez de escrever “comprovar que os clientes estão satisfeitos”, por exemplo, é mais adequado utilizar algo como “avaliar o nível de satisfação dos clientes”. Dessa forma, o objetivo permite que os dados indiquem o resultado, seja ele positivo, negativo ou inconclusivo.

Quais são os principais erros no objetivo da pesquisa? 

Um objetivo mal formulado pode gerar perguntas pouco relevantes, dificultar a escolha da metodologia e produzir resultados que não respondem adequadamente ao problema investigado. Entre os principais erros, estão:

Ser muito genérico

Um dos erros mais comuns é criar um objetivo amplo demais, que não deixa claro o que será investigado. Por exemplo, “entender o comportamento do consumidor” não especifica qual comportamento será analisado, quem são esses consumidores ou em qual contexto. Quanto mais abrangente for o objetivo, maior a dificuldade para definir o que deve ser pesquisado. O ideal é delimitar o foco para que seja possível identificar exatamente quais informações precisam ser coletadas.

Utilizar termos vagos

Palavras como “conhecer”, “entender” ou “analisar” podem ser utilizadas, mas precisam estar acompanhadas de uma definição clara sobre o que será investigado. Sozinhas, podem deixar o objetivo aberto a diferentes interpretações. Em vez de escrever “entender os clientes”, por exemplo, pode-se definir “avaliar os principais fatores que influenciam a satisfação dos clientes com o atendimento”.

Misturar vários objetivos em um só

Outro problema é tentar investigar muitas questões diferentes dentro de um único objetivo. Isso pode tornar a pesquisa extensa e dificultar a análise dos resultados.

Se o estudo pretende avaliar satisfação, hábitos de consumo, percepção de preço e intenção de compra, pode ser mais adequado estabelecer um objetivo geral e depois dividi-lo em objetivos específicos.

Não definir o público da pesquisa

Quando o público é relevante para o estudo, deixá-lo de fora pode tornar o objetivo impreciso. “Identificar as preferências de compra” é diferente de “identificar as preferências de compra de consumidores que adquiriram o produto nos últimos seis meses”. A segunda formulação estabelece um recorte mais claro para a investigação.

Confundir objetivo com metodologia

O objetivo deve explicar o que a pesquisa pretende descobrir ou avaliar, enquanto a metodologia determina como isso será feito. Por isso, dizer que o objetivo é “realizar uma pesquisa online com 500 consumidores” descreve uma etapa metodológica, e não aquilo que o estudo pretende descobrir. O objetivo poderia ser, por exemplo, avaliar a percepção desses consumidores sobre determinado produto.

Antecipar ou induzir o resultado

O objetivo não deve partir da ideia de que determinada resposta já está comprovada. Isso pode introduzir um viés na pesquisa e influenciar a forma como as perguntas são elaboradas.

Por exemplo, “comprovar que os consumidores preferem a Marca X” pressupõe o resultado. Uma formulação mais adequada seria “avaliar a preferência dos consumidores entre a Marca X e seus principais concorrentes”.

Criar um objetivo impossível de investigar

O objetivo precisa ser compatível com aquilo que a pesquisa consegue efetivamente medir ou analisar. Algumas formulações são abstratas ou amplas demais para serem respondidas pelos dados coletados.

Um objetivo como “descobrir tudo sobre o comportamento dos consumidores” não estabelece um limite claro para a investigação. Um bom objetivo deve permitir que, ao final do estudo, seja possível verificar se a pergunta inicial foi respondida.

Não relacionar o objetivo ao problema de pesquisa

O objetivo precisa estar conectado diretamente ao problema que motivou o estudo. Quando essa relação não existe, a pesquisa pode acabar coletando informações interessantes, mas que não ajudam a responder à questão principal.

Uma boa forma de verificar essa conexão é perguntar: “Se eu alcançar este objetivo, terei informações suficientes para responder ao problema da pesquisa?” Se a resposta for não, o objetivo provavelmente precisa ser revisado.

Quais são as técnicas mais avançadas para criar um objetivo de pesquisa? 

Em pesquisas de mercado e estudos de comportamento, algumas técnicas ajudam a transformar uma questão ampla em um objetivo específico, mensurável e alinhado às decisões que o estudo precisa apoiar.

Partir do problema de pesquisa

Uma técnica fundamental é transformar o problema central em uma pergunta que possa ser investigada. O objetivo deve funcionar como uma resposta operacional a essa questão.

Por exemplo, se o problema é entender por que consumidores estão deixando de comprar determinado produto, o objetivo pode ser identificar os principais fatores associados à redução da intenção de compra. Essa abordagem evita que o objetivo seja criado de forma isolada e ajuda a manter toda a pesquisa orientada para uma questão central.

Utilizar verbos de ação

Escolher o verbo corretamente ajuda a definir o tipo de investigação que será realizada. Verbos como identificar, avaliar, medir, comparar, investigar, estimar, compreender e analisar indicam ações diferentes.

A escolha deve estar relacionada ao que se pretende descobrir. Se a intenção é conhecer o nível de satisfação, “medir” ou “avaliar” pode ser mais preciso. Se a intenção é descobrir os motivos por trás de determinado comportamento, “investigar” ou “identificar” pode ser mais adequado.

Aplicar a estrutura SMART

O princípio SMART pode ser utilizado como uma referência para verificar se o objetivo está suficientemente bem definido. A ideia é avaliar se ele é específico, mensurável, alcançável, relevante e delimitado no tempo, quando a dimensão temporal fizer sentido para o estudo.

Por exemplo, em vez de “avaliar a satisfação dos clientes”, um objetivo mais delimitado poderia ser: “avaliar a satisfação dos clientes que utilizaram o serviço nos últimos seis meses”.

Nem todo objetivo precisa apresentar todos os elementos do SMART de maneira explícita, mas a estrutura ajuda a identificar objetivos vagos ou difíceis de executar.

Delimitar população, contexto e período

Quanto mais importante for o recorte para responder ao problema, mais ele deve aparecer no objetivo. Isso pode incluir quem será pesquisado, qual comportamento ou variável será analisado, em qual contexto e durante qual período.

Essa técnica é especialmente útil em pesquisas de mercado porque evita conclusões excessivamente amplas. Os resultados de uma pesquisa realizada com clientes de uma determinada categoria, por exemplo, não devem ser automaticamente tratados como representativos de todos os consumidores.

Diferenciar objetivo geral e objetivos específicos

Outra técnica é começar com um ponto geral, que apresenta a finalidade principal do estudo, e depois dividi-lo em objetivos específicos. O objetivo geral estabelece a direção da pesquisa. Os objetivos específicos detalham as diferentes informações que precisam ser obtidas para alcançá-lo.

Por exemplo, se o objetivo geral é avaliar a percepção dos consumidores sobre uma marca, os objetivos específicos podem envolver medir a familiaridade com a marca, identificar atributos associados a ela e comparar sua percepção com a dos concorrentes.

Relacionar o objetivo às variáveis que serão investigadas

Em pesquisas quantitativas, é útil identificar antecipadamente quais características, comportamentos ou percepções serão mensurados.

Se a pesquisa pretende avaliar a intenção de compra, por exemplo, é importante deixar claro que essa é uma das dimensões analisadas. Dependendo do problema, outras variáveis podem ser consideradas, como percepção de preço, qualidade percebida, confiança ou satisfação. Isso facilita a construção do questionário e aumenta a coerência entre objetivo, coleta e análise dos dados.

Considerar as decisões que serão tomadas com os resultados

Uma abordagem mais estratégica é formular o objetivo pensando na decisão que a pesquisa precisa apoiar. Isso não significa escrever a decisão como se fosse o resultado da pesquisa, mas garantir que o estudo produza informações úteis para ela.

Se uma empresa precisa decidir se deve lançar um novo produto, por exemplo, o objetivo pode investigar a aceitação, as necessidades e a intenção de compra do público-alvo. Assim, a pesquisa deixa de coletar informações apenas por interesse e passa a responder a uma necessidade concreta.

Separar hipótese de objetivo

Quando existe uma hipótese, ela deve ser tratada como algo que será testado ou investigado, e não como uma conclusão antecipada. Por exemplo, em vez de definir como objetivo “comprovar que o preço é o principal motivo para a perda de clientes”, uma formulação metodologicamente mais adequada seria “avaliar os principais fatores associados à perda de clientes, incluindo preço, qualidade e experiência de atendimento”.

Dessa forma, o objetivo permite que os dados confirmem, rejeitem ou relativizem a hipótese inicial.

Fazer um teste de verificabilidade

Uma técnica simples, mas bastante útil, é perguntar ao final: “Como vou saber se esse objetivo foi alcançado?” Se não for possível responder a essa pergunta com base nos dados que serão coletados, provavelmente o objetivo ainda está amplo, abstrato ou mal definido.

Um bom objetivo deve permitir estabelecer uma relação clara entre o que se pretendia investigar, os dados coletados e as conclusões que podem ser obtidas. Isso contribui para uma pesquisa mais consistente e reduz o risco de produzir informações que não respondem ao problema inicial.

Depois de definir o objetivo, quais são os próximos passos? 

O próximo passo é transformar esse objetivo em um plano de pesquisa, definindo o que será investigado, quem participará do estudo, como os dados serão coletados e de que maneira os resultados serão analisados.

Defina os objetivos específicos

Se o estudo for mais amplo, transforme o objetivo geral em objetivos específicos. Eles ajudam a dividir a questão principal em partes menores e mais fáceis de investigar.

Por exemplo, se o objetivo geral é avaliar a satisfação dos clientes com um serviço, os objetivos específicos podem envolver identificar os pontos positivos e negativos da experiência, medir a satisfação com diferentes aspectos do serviço e descobrir os principais fatores que influenciam essa avaliação.

Escolha a metodologia

Com os objetivos definidos, é hora de decidir como a pesquisa será realizada. A metodologia deve ser escolhida de acordo com as informações que se pretende obter.

Dependendo do objetivo, podem ser utilizados métodos quantitativos, qualitativos ou uma combinação dos dois. Questionários, entrevistas, grupos focais, observação e testes são algumas das possibilidades.

Defina o público da pesquisa

Em seguida, determine quem precisa participar do estudo. O público deve ter características relacionadas ao problema e ao objetivo da pesquisa.

Também é importante estabelecer critérios de inclusão e, quando necessário, de exclusão. Isso ajuda a garantir que as pessoas entrevistadas realmente tenham relação com o fenômeno que está sendo investigado.

Determine a amostra

Depois de definir o público, estabeleça quantas pessoas participarão da pesquisa e como elas serão selecionadas. A definição da amostra depende do tipo de estudo, do tamanho e das características da população, do método de seleção e do nível de precisão desejado. Em pesquisas quantitativas, esse planejamento é especialmente importante para avaliar até onde os resultados podem ser generalizados.

Elabore o instrumento de coleta

Com a metodologia e o público definidos, é possível criar o instrumento que será utilizado para coletar os dados, como um questionário ou roteiro de entrevista.

Cada pergunta deve ter uma função clara e estar relacionada ao objetivo ou a um dos objetivos específicos. Perguntas que não contribuem para responder ao problema de pesquisa podem tornar o estudo mais longo sem necessariamente aumentar a qualidade das informações.

Faça um pré-teste

Antes de iniciar a coleta definitiva, é recomendável testar o instrumento com um pequeno grupo de pessoas que tenha características semelhantes às do público da pesquisa.

O pré-teste pode revelar perguntas ambíguas, alternativas de resposta incompletas, problemas de compreensão ou dificuldades no preenchimento. Corrigir essas questões antes da coleta principal ajuda a reduzir erros.

Colete os dados

Depois de validar o instrumento, começa a coleta de dados de acordo com o método definido no planejamento. Nesse momento, é importante manter os critérios estabelecidos anteriormente. Alterações não planejadas no público, nas perguntas ou na forma de coleta podem afetar a consistência dos resultados.

Analise os resultados

Os dados coletados precisam ser organizados e analisados de acordo com o objetivo da pesquisa. Dependendo do estudo, podem ser utilizadas análises estatísticas, cruzamentos entre grupos, categorização de respostas ou análise qualitativa. Mais importante do que simplesmente apresentar números é identificar o que os dados indicam em relação ao problema investigado.

Interprete os resultados e tire as conclusões

Por fim, os resultados devem ser interpretados considerando o objetivo, a metodologia e as limitações do estudo.

A conclusão deve responder à pergunta que motivou a pesquisa sem ir além do que os dados permitem afirmar. Se a amostra ou o método apresentar limitações, elas também devem ser consideradas antes de transformar os resultados em decisões.

Agora que você já sabe como definir o objetivo da pesquisa, é importante lembrar que essa é apenas uma das etapas do planejamento. Também será necessário definir o público da pesquisa, identificando quem realmente pode contribuir para responder às perguntas do estudo.

Depois de estabelecer esse perfil, vem outro desafio: encontrar pessoas que atendam aos critérios da pesquisa e estejam dispostas a participar. É nesse momento que contar com um painel de respondentes pode facilitar o processo.

Com o PainelTAP, você pode encontrar participantes de acordo com o perfil definido para o seu estudo e realizar pesquisas com mais praticidade, sem precisar buscar os respondentes individualmente.

Já definiu o público da sua pesquisa? Encontre os respondentes que você precisa com o PainelTAP.

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